01/05/2013

a minha banda favorita.

Essa frase que estampa o título desse post vem me assombrando à anos. Talvez pela minha indecisão crônica, ou por não ser  uma grande conhecedora e apaixonada por música como setenta por cento das pessoas são, sempre que alguém me pede para enumerar minhas bandas favoritas, eu começo suar frio, gaguejar e acabo por dizer uma banda que com certeza não é minha favorita. Tipo Beatles ou Pink Floyd.

O meu gosto musical sofreu grandes alterações nos últimos anos, em especial 2012, quando eu finalmente defini que rock com elementos do pop dançante e orquestral era meu estilo musical favorito (apesar de manter um lugar especial para o folk pop no meu coração) em outras palavras, me rendi ao indie. Algumas pessoas me zoam ou me rotulam como hipster, mas o que posso fazer se os bastardos tem música boa?

Cresci ouvindo Pink Floyd, Beatles, Caetano Veloso, Queen, Raul Seixas e Legião. Um dos maiores orgulhos da minha vida é que meus pais tem gosto musical bom e eu aprendi a falar ouvindo Metamorfose Ambulante e Tempo Perdido. Me lembro de não entender bulhufas, mas de achar tudo lindo. Tornei-me uma fã assumida das estrelas da Disney no ápice dos meus nove anos. Demi Lovato, Selena Gomez e Jonas Brothers inundavam as listas de reprodução do meu computador, mas sempre tive antipatia pela Miley Cyrus. E claro, como não citar High School Musical? A raiz do meu amor por musicais, motivo suficiente pra obrigar meu pai a dirigir até Campinas para assistir o terceiro filme no dia da estreia! Acho que se bobear, até hoje sei as letras e as coreografias, e de vez em quando, tiro um dos CDs do fundo do baú das tralhas e fico cantando pela casa. Nada mais desestressante e feliz do que What time is It e A Night to Remember. Houve uma época em que era fácil encontrar desde Madonna até ACDC em alguma pasta do meu computador. Mas esse período durou pouco, e a minha prima Rafaela foi quem me iniciou no maravilhoso e obscuro mundo da música alternativa.

Entretanto, durante todo esse tempo, nunca tive uma banda pra chamar de favorita. Houve surtos, claro, quando eu simplesmente não parava de ouvir um álbum de determinada banda e pensei que talvez tal banda seria minha favorita. Mas em um ou dois meses isso passava. Aliás, até esse conceito de favorita me é desconhecido. Minha banda favorita é a que eu mais ouço ou a melhor? Pra ser favorita eu tenho que saber tudo sobre ela? Muito confuso isso, gente.

Até alguns dias atrás, quando eu me encontrei cantando alto Haiti, do primeiro álbum de Arcade Fire, chamado Funeral. E me lembrei que já faz mais de dois anos que eu ouço essa banda de Montreal, formada em 2003 com sete membros. Me lembrei que eu acho tudo incrivelmente legal, desd’as músicas até a arte da capa dos três álbuns. Que sou apaixonada pelos vídeo clipes meio surrealistas, pelos que contam uma história, ou pelos mais simples, cenas de um show.  Adoro o fato deles usaram um monte de instrumentos diferentes, adoro Quebec porque eles são de lá. Adoro Wake Up, Neon Bible, Suburban War e Abraham’s Daughter. E apesar de que não mataria para assistir um show ao vivo, não reclamaria de andar alguns quilômetros para vê-los ao vivo. Sei lá, quem sabe são meus favoritos.

7 comentários Postado por Ana às 07:49
17/04/2013

Clássica como sou

 

Alguns anos atrás eu até tentei ser entendida de moda. Usava blazer e sapatos engraçados, mas fui perceber que me custava muito caro ser bem vestida numa cidadezinha minúscula como a que vivo e desde então eu só me visto com o que eu tenho, o que não é muito, mas é suficiente. Da minha época de fashionista, aprendi a amar uma coisa: brincos de pérola.

Pense numa menina usando um suéter branco, uma calça jeans e uma sapatilha preta. Agora pense numa garota usando um suéter branco, uma calça jeans, uma sapatilha preta e um par de brinco de pérola. Imensurável melhora. Apesar de colares e pulseiras com a pedra também serem uma boa escolha, não há nada que supere os clássicos, belos e simples brincos de pérola.

Não, isso aqui não é um blog de moda, mas desde que perdi os meus pares de brincos, não consigo mais ficar feliz com as minhas produções fashionistas (ah tá). Minhas orelhinhas, tão propícias ao uso de tal joia estão agora nuas, ou vestem meras esferas de estrass, minúsculas e sem graça. Vim aqui ser masoquista e derramar minhas lágrimas pela falta desse meu favorito acessório. Usei aquele par de brincos no melhor Natal da minha vida, no meu aniversário de 13 anos, e a carga sentimental acumulada  naquela bijuteria valia demais os 15 reais que gastei.

Claro não são só os brincos que podemos citar, a versatilidade da peça é louvável, você pode ser uma mocinha puritana da década de cinquenta combinando pulseirinhas com cardigãs de cores claras, como pode ser uma roqueira revoltada que acordou meio nostálgica, ou usar mil pérolas ao mesmo tempo e sair para conquistar seu Chuck Bass. São diversas as opções.

Não sei quem teve a idéia de usar pérolas nas orelhas. Mas quem quer que seja, Johannes Vermeer e eu lhe devemos nosso agradecimentos.

4 comentários Postado por Ana às 13:59
12/04/2013

Os Instrumentos Mortais: uma mixtape.


Meus amigos, estou acabando com essa coisa de 18 per April. Como foi bom viver nessa utopia onde eu teria tempo e criatividade pra escrever 18 textos em um mês onde tudo está acontecendo! Nunca me senti tão importante como venho me sentindo. Claro, tudo isso é uma ilusão causada pelo fato agora eu estar fazendo uns sete cursos (brinks, só quatro), estar organizando um sarau sobre os anos oitenta com meus colegas e realmente me empenhar em aprender não só as matérias que gosto, o que inclui frequentar plantões semanais. Pra vocês terem uma noção, eu até tenho uma agenda.

Ano passado, eu escrevi uma resenha no meu falecido blog da trilogia dos Instrumentos Mortais. Sabe quando a gente gosta de alguma coisa mesmo sabendo que ela é de qualidade duvidosa? Pois bem, podemos dizer que os três livrinhos com capas cheias de brilho escritos por Cassandra Clare só não são minha maior guilty pleasure porque ainda não desisti de Pretty Little Liars. Os Instrumentos Mortais é gótico brega, urbano, possivelmente o próximo Crepúsculo e até meio cômico, mas é bem legal. E muito, muito, muito adolescente.

Clary, uma garota ~normal~ um dia presencia um crime, quando ninguém mais consegue enxergá-lo, mesmo sendo ele executado publicamente. Daí em diante a história se desenvolve da maneira tradicional: Clary, conhece o garoto, Jace (♥) e descobre que ele é, na verdade, um Caçador das Sombras, uma criatura mágica que descende de anjos cujo único dever nesse planeta é matar demônios. Sério. Eu sei que parece ser super brega, mas juro que é legal se você manter sua cabeça aberta. Os personagens são super divertidos, o livro está recheado de referências geeks e a Cassandra Clare começou escrevendo fanfics de Harry Potter, já viveu em um monte de países e é igual a todos nós, tipo uma versão feminina e sem vlog do John Green, e ela escreve bem.

Eu li os três livros em menos de uma semana, com direito a coração palpitante e olhos lacrimejando nas partes “fofas” (I will love you until I die) e chegar até as três e meia com o livro nas mãos. Nada como um livro YA pra me fazer meu lado fangirl resurgir das cinzas quando eu finalmente penso que estou amadurecendo. Lado esse que está se fortalecendo mais e mais com todos esses trailers, fotografias e entrevistas com o elenco que estão saindo. O filme sai em agosto e já estou pensando nas piadinhas que meu pai fará quando me ver toda animada indo ao cinema. A situação é preocupante, meus caros.

Uma das coisas mais legais de Os Instrumentos Mortais é que quando eu lia o livro, conseguia ver as imagens em minha cabeça como num filme mesmo, com direito a trilha sonora e efeitos especiais feitos com a câmera. Não sei se isso é um sintoma de um grande talento como diretora de cinema que está escondido (muito, muito escondido) dentro de mim ou se acontece com todo mundo. Enfim, pensando nisso, criei uma mixtape das músicas que mais me lembrar alguma coisa da trilogia. Aproveitem.

angels by Ana on Grooveshark

 

Vocês podem ouvir no meu 8tracks ou dar um like no tumblr, só pra ajudar a divulgar :)

2 comentários Postado por Ana às 12:51
06/04/2013

três letrinhas.

(3/18)

Daqui a algumas semanas eu vou ter uma priminha nova. Minha tia está com uma barriga tão grande que acho provável que hora ou outra aquilo vá explodir. Uma menininha vai nascer no começo de maio e ainda não temos o nome da bendita. Meu tio colocou na cabeça que será Marieva e chama o bebê de Marieva e minha tia, por sua vez, acha esse nome esquisito por demais e cisma que será Cecília ou Maria Elena. Aposto que no fim, o nome do bebê será algo completamente diferente dessas opções. Tipo Rafaela.

Minha mãe conheceu uma garota numa festa da filha de uma conhecida. A moça tinha dezoito anos e dançava balé profissionalmente em São Paulo, era gentil, doce, bonita e inteligente. E se chamava Ana Paula. Grávida como estava, não ouve jeito, fui chamar Ana Paula. Não gostava do nome.

Quando eu era criança, o nome simplesmente não combinava. Ana Paula é muito adulto. Muito sem graça. Aliás, me chamavam de Ana Paula Bastos. Ai. Que. Nome. De. Advogada. A uns dois anos, adotei o sobrenome da minha avó paterna, Vilar, até que melhorou: Ana Paula Vilar.  Estudava numa sala com três Anas: Ana Luísa, Ana Júlia e eu. Logo o Paula era indispensável para que nos diferenciassem, e isso me irritava por demais. Odeio o meu nome do meio. Paula Toller e Paula Fernandes quem me desculpem, mas esse é um nome sem brilho. Sempre que me apresento a alguém novo, digo que meu nome é Ana Vilar, mas de alguma forma a pessoa acaba descobrindo meu nome do meio. Algumas pessoas me chamam de Paula ou Paulinha, claro que não reclamo, mas é um tanto estranho. Não parece que estão falando comigo.

Agora de Ana, eu não posso reclamar. Ana é o nome mais simples e belo. Há um nome equivalente a esse em praticamente todas as línguas. Seja você Ann, Anna, Anina, Anita, Annie, Annuchka, provavelmente viemos todas da mesma raiz. De Ana, nós temos Ana Bolena, Anna Karenina, Ana Maria Braga, Anna Pavlova, Ana da Dinamarca, Ana de Amsterdã do Chico Buarque e Anna Júlia do Los Hermanos, Anna dos Beatles. Tenho certeza que você conhece algumas Anas, e tenho certeza que alguma delas deve ser gente boa. Nós, Anas, sempre temos algo de especial.

3 comentários Postado por Ana às 22:50
02/04/2013

the once and future king

(2/18)

Sempre que minhas férias terminam, eu olho pra trás e me pergunto o que diabos foi que eu fiz durante dois meses inteiros a não ser dormir e comer. Pra essas férias eu tenho a resposta: os dois meses foram marcados por uma pura e poderosa obsessão com a lenda do Rei Arthur.

Claro, as férias já acabaram a meses, mas acontece que, dado ao feriado de Páscoa, consegui reviver essa obsessão na carne.

Tudo começa quando, voltando de uma viagem de uma semana pra minha ensolarada Ibitinga, meus pais decidem parar no shopping de Limeira pra conhecer o lugar. Tem uma Havan, alguns restaurantes legaizinhos, um cinema e.. nenhuma livraria. Comi meu taco vegetariano em silencio, chateada por saber que não sairia de lá com sacolas de boa literatura. all of a sudden, minha mãe decidi passar nas Lojas Americanas pra comprar alguma coisa que nem me lembro mais. A seção de livros da Lojas Americanas não é de se admirar, mas de vez em quando, dá pra encontrar alguma coisa legal. Dessa vez, eu encontrei O Rei do Inverno, do Bernard Cromwell: o grande estopim pra tudo isso.

Nem me atrevi a tentar escrever uma resenha sobre o bendito porque palavras não fariam justiça ao tanto que gostei daquele livro. Sabe aquela sensação de querer terminar tal livro pra saber o que acontece no fim, mas não querer terminar porque seria o fim? Então. Quando finalmente terminei, entrei em uma depressão-pós-livro-perfeito pesada, e tudo que eu queria fazer era ler, assistir ou ouvir histórias sobre Arthur, o Senhor das Guerras, o Rei que Nunca Existiu, o Inimigo de Deus, o melhor homem que já ouvi falar.

Sempre que falo sobre rei Arthur as pessoas me perguntam se já li As Brumas de Avalon, e – vergonhosamente – respondo que não. Comprei num sebo em São Paulo uma edição velhinha e acabada do primeiro livro e até agora – de novo, vergonhosamente – não tive tempo de lê-lo. Mas o faço porque estou morrendo de medo de não gostar. Me tecem uma lista infinita de elogios aos quatro livros de Marion Zimmer Bradley, entretanto, depois de colocar meus olhos naquela maravilha de Bernard Cromwell, dificilmente algo conseguirá substituir o posto de versão favorita do mito inglês. Me prometi que até o fim desse semestre, eu ponho fim a essa pouca vergonha, assim que terminar o livro que estou lendo, lerei Avalon. Promeça.

Na Páscoa eu assisti a quarta temporada inteirinha de Merlin (13 episódios em três dias sem aniquilar minha vida social – reflitam) e admito: aquilo pode não ter o roteiro mais interessante e inteligente da BBC (saudades Sherlock) nem os melhores efeitos especiais. E eu mais rio da tosquice da coisa do que das piadas, mas acho que vocês já entenderam como é o meu gosto por séries não é mesmo? Quanto mais tosco/menininha/sem sentido, melhor. E se considerarmos como o fandom de Merlin é bastante grande no tumblr, quem sabe eu que estou errada e a coisa na verdade é muito boa… O que mais gosto na série é essa idéia que o próprio Merlin transmite: um herói sem armas que jamais recebe o crédito por suas boas ações, porém, se olharmos por outro lado, Merlin é um baita hipócrita: é um mago e salva a vida de Uther três ou mais vezes, mesmo sabendo que foi ele que anaquilou seu povo e que o obriga a esconder seu talento. Mas enfim, deixando de bancar a psicóloga, assistam a série, ou lêem os livros do Cromwell. Nunca me diverti tanto.

Será essa postagem apenas uma tentativa de manter o 18 per April? Nem sei mais porque dibos fui me meter nisso…

1 comentários Postado por Ana às 18:05